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Controle de tratamento de água

O 8º Fórum Mundial da Água – organizado a cada três anos pelo Conselho Mundial da Água (World Water Council) – acontecerá de 18 e 23 de março, em Brasília, e será realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul. São esperadas 45 mil pessoas para discutir o uso racional e sustentável desse recurso, o bem mais precioso do planeta.

Controle de tratamento de água
Os dados sobre o consumo mundial de água, fornecidos pelas Nações Unidas, indicam que a agricultura representa 70%, seguindo-se a indústria com 20% e o uso doméstico com 10%. Entretanto, em países industrializados, as empresas consomem mais da metade da água disponível para uso humano. A Bélgica, por exemplo, usa 80% da água disponível para a indústria.

Cada vez mais, o efetivo controle no tratamento de água é um dos pilares da indústria, que conta com soluções automatizadas eficientes e confiáveis.

Controle de tratamento de água

Roberto Pereira Junior, gerente de vendas da DANFOSS, conta que a empresa é pioneira em ter um produto dedicado para automação das plantas de tratamento de águas e efluentes, o conversor de frequência VLT® AQUA Drive. “A Danfoss forneceu aproximadamente 90 conversores de frequência VLT® AQUA Drive de 200 kW para a Sabesp no Projeto “Volume Morto”, no qual apoiamos de maneira direta a Sabesp para minimizar a falta de água na cidade de São Paulo. Com o controle das partidas e paradas das bombas instaladas nos flutuantes, conseguimos uma melhor performance do conjunto motobomba, bem como evitamos um consumo desnecessário de diesel responsável pelo funcionamento dos geradores, uma vez que os nossos equipamentos possuem uma eficiência superior à média do mercado”, distingue.

“Com tecnologia de medição robusta, confiável e de fácil manuseio, sempre fornecemos instrumentação que proporcione operação segura”, diz Eloisa Doro, Gerente de produto na linha de equipamentos para análise de líquido, e responsável pelas soluções desenvolvidas para aplicações em águas industriais da ENDRESS+HAUSER. Ela acrescenta que a empresa desenvolve experiência em engenharia e soluções de painéis e contêineres para acesso e análise dos dados do processo de forma remota, e até mesmo uma possível integração com fornecedores terceiros. “O acompanhamento com clientes do segmento nos mostraram que equipamentos com manuseio unificado traz redução da complexidade na interpretação dos dados e facilidade na manutenção e na configuração, o que gera benefícios para o cliente como economia de tempo, e reduz possíveis erros na análise dos resultados e no controle”, explica.

Marcelo Pessoa, Consultor Técnico de Saneamento da SCHNEIDER ELECTRIC, relata que o segmento de saneamento é um dos principais mercados da companhia e, por este motivo, há uma estrutura vertical dedicada para ele. “Dentro dessa estrutura há pessoas com know-how nesse segmento e também há produtos dedicados a esse mercado. A empresa atende às principais contas globais e nacionais de saneamento e é um dos principais players desse mercado. Para atingir o ponto de destaque nesse segmento, fez diversas aquisições globais para ampliar seu portfólio, onde no Brasil podemos destacar a aquisição da ATOS, que era uma das principais fornecedoras de controladores de processo do segmento. No Brasil, temos casos de sucesso nos quais realizamos desde a subestação de entrada de energia em média tensão, toda a parte de elétrica em baixa tensão, acionamentos (inversores e relés inteligentes), controladores de processo, supervisório, câmeras de alta definição, serviços de montagem e integração”, detalha.

André Berti, Gerente de Vendas WIKA DO BRASIL, entende que a água é o recurso natural mais importante, tanto para o homem quanto para a natureza – e aparentemente possui um suprimento abundante, pois 70% da Terra são compostos por água, porém 97% são de água do mar (salgada), ou seja, somente 3% de água doce. “Aparentemente, de todo o abastecimento imensurável de água que a Terra possui, apenas uma pequena parte é diretamente utilizável na realidade. Quase em todos os lugares onde a água é utilizada para beber, ela deve primeiro ser limpa, dessalinizada ou esterilizada. A Wika possui experiência em diversas etapas, desde a capitação até o tratamento da água potável, sendo ela por dessalinização (água do mar) ou de extração de águas profundas (comumente na Europa), além do tratamento de efluentes, fornecendo os instrumentos para medição (remota ou não) de pressão, temperatura, nível e vazão”, relaciona.

PERDAS E TENDÊNCIAS

Os únicos números sobre o cenário do saneamento no Brasil são do trabalho do Instituto Trata Brasil, que estudou a situação das perdas de água do país. Os dados se baseiam nas perdas financeiras dos provedores dos serviços informadas ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades. Em 2010, as perdas de faturamento das empresas operadoras com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água, alcançaram, na média nacional, 37,5%. A última informação, também do Instituto Trata Brasil, é a de que a média de perdas de água na distribuição é de 36,9%. Vale destacar que a soma do volume de água perdida por ano nos sistemas de distribuição das cidades daria para encher seis Sistemas Cantareira.

E o gerente de vendas da DANFOSS faz uma comparação surpreendente: “Em países escandinavos, as perdas são abaixo dos 8%! Mais e mais empresas de água têm feito investimentos para reduzir as perdas, e um dos produtos mais utilizados são os conversores de frequência, que atuam diretamente nas bombas, proporcionando partidas e paradas suaves e controladas, bem como mantendo os níveis de pressão nas melhores condições, o que evita desgastes e rompimentos de tubulações. O conversor de frequência VLT® AQUA Drive, da Danfoss, reduz as perdas em até 68%”, anuncia.

Pela experiência de Pereira, a tendência em gerenciamento remoto inclui tecnologias de monitoramento e de programação via aplicativos de celular ou tablets, o que já é uma realidade nos conversores de frequência da empresa. “Os benefícios são a possibilidade de programar os equipamentos à distância, principalmente quando instalados em locais de difícil acesso, bem como utilizar as funções de programação embargada no aplicativo. Assim, é possível avaliar grandezas como corrente, potência e tensão, minimizando paradas e, consequentemente, aumentado a vida útil do conjunto motobomba e drive”, esclarece o Gerente da Danfoss.

“A ENDRESS+HAUSER possui portfólio completo para medição e controle on-line em todas as fases do processo em uma planta de tratamento de efluentes. Medidores de vazão eletromagnéticos para controle de volume, coletores de amostra automáticos fixo ou portátil para a instalação em pontos de difícil acesso, sensores de pH, condutividade, oxigênio dissolvido, sólidos em suspensão, sensor ultrassônico para medição de interface de lodo, sensores de íon seletivo (amônia e nitrato) e analisadores para carga orgânica. Contando com os protocolos de comunicação analógicos Hart® e WirelessHart® para envio de informações até longas distância, e digitais como Modbus, Profibus®, Foundation Fieldbus e Ethernet IP, e toda a instrumentação analítica conta com a Tecnologia consolidada Memosens”, pormenoriza a Gerente de Produto da Endress+Hauser.

Eloisa Doro avalia que as exigências legais, a redução de orçamentos e a crescente complexidade do processo são os desafios enfrentados pelas empresas de águas e estão cada vez maiores. “Para dominar esses desafios, instrumentos de medição on-line, soluções e serviços proporcionam resultados para ações que permitem cumprir os requisitos legais, melhorar a eficiência ou agilizar os processos de planejamento. Soluções inteligentes em relação ao armazenamento de dados local, proteção contra raios ou mesmo transferências de dados com comunicação sem fio são fatores chaves para cumprir os requisitos”, ensina.

O Consultor Técnico de Saneamento da SCHNEIDER ELECTRIC destaca que a empresa possui soluções para perdas de águas para a Adução, o Tratamento e a Distribuição. “Para o Tratamento há o software de gestão de perdas, que realiza um balanço de massas para detectar e contabilizar as perdas. Porém, as principais perdas ocorrem na Adução e na Distribuição, para as quais possuímos uma ferramenta que calcula o valor da perda on-line. Trata-se do software Aquis, uma plataforma que coleta dados da infraestrutura hidráulica, através do GIS (sistema de informação geográfica), dados on-line do sistema de supervisão e dados de consumo do sistema comercial (CRM); assim, ele fica on-line calculando as perdas aparentes e reais. Ele também consegue operar o sistema otimizando o bombeamento, a pressão na rede e o nível de reservatórios, reduzindo, assim, as perdas e economizando energia elétrica”, enaltece.

Na visão de Pessoa, o mercado de saneamento busca maior eficiência devido principalmente a dois motivos: ao aumento do custo de energia (a energia representa aproximadamente um terço do seu OPEX) e ao alto valor de perda de água (em média, a perda de água brasileira é de 38%). “Assim, a tendência é uma digitalização, um investimento maior em plataformas de software e a integração dessas plataformas. As empresas de saneamento precisam ir além do supervisório, com softwares que reduzam as perdas, tais como: software de gestão de pressões e perdas (Aquis), software de manutenção preditiva de ativos/tubulações/bombas (Avantis), etc.”, sugere.

O Gerente de Vendas da WIKA DO BRASIL também infere que as exigências legais rigorosas e a pressão sobre os custos estão forçando cada vez mais a adoção de um complexo gerenciamento dos recursos hídricos, ou seja, o tratamento de água e efluentes tem exigido tecnologias para a automação com extrema confiabilidade. “Os instrumentos de medição de pressão, temperatura, nível e vazão da Wika são utilizados em diversas áreas do abastecimento de água: na preparação da água bruta para obtenção de água potável e para uso doméstico, em sua armazenagem e distribuição”, informa.

Berti completa que normas como a IPPC obrigam a indústria a utilizar a melhor técnica disponível (Best Available Technique – BAT) para otimizar o descarte de águas residuais, por exemplo. “Há, portanto, um interesse crescente por sistemas de tratamento de efluentes que utilizem tecnologias de ponta para automação e sistemas de gerenciamento, pois permite a análise e acompanhamento ‘on-line’ do processo. E aqui a Wika também oferece soluções inovadoras na área de monitoramento de pressão, temperatura, nível e vazão”, conclui.

Não restam dúvidas de que a automação é chave para uma indústria de saneamento eficiente. Soluções avançadas estão disponíveis e trazem benefícios incontáveis, especialmente no que se refere ao gerenciamento dos custos operacionais, uma questão fundamental para as plantas do setor.

Sílvia Bruin Pereira – Editora – REVISTA AUTOMAÇÃO

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CONVERSOR DE FREQUÊNCIA VLT® AQUA DRIVE DA DANFOSS REDUZ ATÉ 68% PERDAS EM SANEAMENTO
Controle de tratamento de água

A Danfoss tem uma solução dedicada ao controle de motor elétrico para o mercado de saneamento, o conversor de frequência VLT® AQUA Drive.

Os conversores de frequência controlam o fornecimento de energia para motores elétricos de modo que estes funcionem com a velocidade precisa para obter o resultado desejado. O controle da velocidade de motores elétricos pode resultar em economia de energia de até 40%, dependendo da aplicação. O sistema de fornecimento de água é um dos setores em que se aplica este tipo de solução.

“Atualmente água é um dos segmentos que mais crescem na Danfoss. É um setor em grande expansão e com potencial muito atrativo. Podemos também destacar nesse mercado as áreas de irrigação de lavouras e tratamento de efluentes industriais, que devem atender as novas normativas ambientais, cada dia mais rígidas”, comenta Roberto Pereira Júnior, gerente de vendas da Danfoss.

Nas aplicações de saneamento e tratamento de efluentes, o VLT® AQUA Drive FC202 pode diminui as perdas de água em até 68%. Este conversor de frequência da Danfoss proporciona maior proteção de bomba seca, reduzindo os custos de manutenção, pois avalia constantemente a condição da bomba, além de possuir um controlador em cascata incorporado. Compacto, o VLT® AQUA Drive é fácil de instalar devido ao seu design modular e programação de alguns parâmetros.

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PICOS DE CARGA EM SUA ETE? ISSO NÃO É PROBLEMA COM O LIQUILINE CONTROL!

Controle de tratamento de água

Solução de automação preditiva para máxima confiabilidade do processo em sua estação de tratamento de efluentes.

O Liquiline Control usa algoritmos inteligentes para controlar os sopradores na fase biológica de forma confiável, inteligente e agora, graças ao novo recurso, previsível! O sistema usa vários valores medidos e a velocidade de vazão para calcular a quantidade de oxigênio necessária na zona aeróbica para decompor nutrientes e substâncias nocivas de forma confiável. Ele controla os sopradores como necessário para alcançar o nível de oxigênio necessário.

Sempre pronto
Com o Liquiline Control, sua estação de tratamento de efluentes está sempre pronta para picos de cargas e, portanto, protegida de situações em que os sopradores não conseguem mais compensar a redução de oxigênio.

Benefícios
• Resultados confiáveis mesmo com picos de carga.
• Decomposição eficiente de nutrientes e substâncias nocivas o tempo todo.
• O sistema de controle preditivo protege sua fase biológica da sobrecarga.
• Controle eficiente de seus sopradores evita as fases de carga alta que consomem muita energia.
• É fácil integrar e operar o sistema.

Liquiline Control: aproveite o poder da previsão.

https://www.br.endress.com/pt?wt_mc=free-editorial.site-revista_automacao_br.site-revista_automacao_br.pr.site-revista_automacao_br.sc-brazil.admedia

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MEDIÇÃO DE NÍVEL: WIKA AMPLIA SEU PORTFÓLIO PARA O MERCADO OEM
Controle de tratamento de água
Juntamente com os sensores de pressão submersíveis existentes e a chave de nível programável com display, uma das maiores ofertas neste mercado está agora disponível para clientes OEM. A seleção de sensores com tecnologia de medição hidrostática e cadeia “reed” e das chaves de nível magnéticas e do tipo óptico permitem soluções de produtos para todas as tarefas típicas de medição OEM. Um conceito modular garante que os instrumentos somente estejam equipados com os recursos realmente necessários. Permitindo, portanto, uma ótima relação custo/desempenho.

O processo de produção foi optimizado para as demandas dos clientes OEM. Instrumentos em grandes lotes também podem ser entregues em um curto período de tempo.

www.wika.com.br

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