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Unidades de Controle do Motor Suportam Sistemas de Propulsão com Combustíveis Flexíveis
A Marelli apresenta uma nova geração de ECUs de injeção de combustível no coletor projetadas para motores a gasolina, flex fuel e GNV em mercados automotivos regionais.
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A Marelli lançou uma nova geração de unidades de controle eletrônico (ECUs) de injeção de combustível no coletor (PFI), desenvolvidas para gerenciar sistemas de propulsão a gasolina, flex fuel e gás natural comprimido (GNV). As unidades de controle eletrônico foram concebidas para atender às evoluções das regulamentações de emissões e das arquiteturas veiculares regionais em mercados onde os motores de combustão interna continuam a desempenhar um papel importante.
As ECUs destinam-se principalmente aos mercados brasileiro, indiano e da região EMEA e foram desenvolvidas com configurações específicas para cada região, destinadas a fabricantes locais de veículos.
Gerenciamento do Motor para Múltiplos Tipos de Combustível
As ECUs PFI foram projetadas para controlar motores que operam com diversos tipos de combustível, incluindo gasolina, combustíveis flex à base de etanol, misturas de metanol, combustíveis sintéticos e gás natural comprimido.
O sistema integra funções de hardware e software necessárias para o gerenciamento do motor, incluindo controle da injeção de combustível, otimização da combustão e monitoramento de emissões. A arquitetura também suporta processos de calibração, homologação e requisitos de ajuste específicos de cada fabricante.
Ao suportar múltiplos tipos de combustível dentro de uma única arquitetura de controle, as ECUs permitem que os fabricantes de veículos adaptem plataformas de motores a diferentes padrões regionais de combustível.
Plataforma de Microcontrolador e Segurança Funcional
As ECUs são baseadas na plataforma de microcontroladores Infineon AURIX TC3x. Esse processador oferece suporte ao processamento em tempo real e às funções de multitarefa exigidas pelos modernos sistemas de gerenciamento de motores.
A arquitetura inclui proteções de cibersegurança, como mecanismos de proteção contra modificações não autorizadas (anti-tuning), e está em conformidade com os requisitos de segurança funcional da norma ISO 26262. A aplicação da ECU suporta o nível de integridade de segurança automotiva (ASIL) B/C, enquanto a plataforma de microcontrolador é capaz de atender ao nível ASIL D.
Entradas e Saídas Flexíveis para Controle do Motor
O sistema incorpora um elevado número de canais de entrada e saída para controlar componentes do motor, como injetores, válvulas, relés e atuadores.
Dependendo da configuração, a ECU pode suportar até oito drivers de injetores de gasolina e quatro drivers de injetores de GNV. Algoritmos integrados de combustão regulam a mistura ar-combustível e os parâmetros de desempenho do motor para atender às normas de emissões e às metas de eficiência.
Diagnóstico e Monitoramento de Emissões
A plataforma também inclui capacidades avançadas de diagnóstico. Funções de monitoramento integradas utilizam sensores universais de oxigênio de gases de escape de ampla faixa (UEGO) para medir em tempo real a relação ar-combustível do motor.
Diagnósticos a bordo compatíveis com o padrão OBD-II permitem a detecção de falhas e a análise de manutenção. A arquitetura ampliada de entradas e saídas do sistema permite suportar diversas configurações de motores a gasolina, flex fuel e bi-combustível.
Estratégia de Fabricação Regional
Cada versão da ECU é projetada, validada e fabricada localmente para o seu mercado-alvo. Essa abordagem permite que a Marelli adapte os sistemas às plataformas de veículos regionais e aos requisitos regulatórios, ao mesmo tempo em que reduz o tempo de implementação para as montadoras.
A plataforma também oferece suporte a atualizações de firmware over-the-air (OTA), permitindo melhorias de software e ajustes de calibração ao longo do ciclo de vida do veículo.
Edited by Industrial Journalist, Romila DSilva - Powered by AI

