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ELIPSE SOFTWARE News

Elipse E3 completa 20 anos

Produto-chave da Elipse Software foi lançado em 2001 como uma plataforma SCADA mais robusta voltada a aplicações de grande porte.

Elipse E3 completa 20 anos
Tela do Elipse 21 DOS, o primeiro software da empresa, ao lado de uma das telas do E3 desenvolvida conforme a norma ISA 101 (High Performance)

Lançado em 2001 como uma plataforma SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) mais robusta, constituída de recursos voltados a aplicações de grande porte, o Elipse E3 está completando 20 anos de existência. Líder no mercado brasileiro de sistemas para supervisão e controle de processos, o software é, hoje, o produto mais comercializado pela Elipse Software, sendo responsável por mais de 50% de seu faturamento.
“O E3 permitiu que a Elipse alcançasse um novo patamar de faturamento, ganhando projetos de maior envergadura, o que contribuiu significativamente para o seu crescimento”, afirmou Claudia Messias, atual gerente comercial da empresa.

Ao longo de sua trajetória de sucesso, o E3 passou por vários testes e transformações, sendo utilizado em aplicações das mais variadas possíveis, desde simples interfaces HMI até complexos centros de controle, graças a sua grande flexibilidade, conectividade e facilidade de operação. Tudo começou em meados de 1997 e 1998, período em que a Elipse se viu diante de um preocupante dilema: desenvolver um software que seria a versão SCADA “dos sonhos” ou manter os esforços em melhorias no Elipse SCADA, principal produto da empresa na época.

O Elipse SCADA foi desenvolvido como uma plataforma de supervisão e controle de fácil operação mais direcionada a aplicações de pequeno e médio porte. Em busca de um sistema mais robusto voltado a aplicações de grande complexidade, necessidade observada pelo atual coordenador do grupo de energia da empresa, Rubem Guimarães Netto Dias, a Elipse decidiu que era então preciso apostar em um novo software.

Todavia, após listarem quais deveriam ser as funcionalidades desta solução, Alexandre Balestrin Corrêa e Flávio Englert, atuais diretores de desenvolvimento e tecnologia da Elipse, constataram que levariam em torno de 2 anos para criarem este produto. Diante disso, em janeiro de 1999, a equipe liderada por Ricardo Haetinger, atual diretor-presidente da Elipse, decidiu inicialmente abortar a missão e focar no desenvolvimento de melhorias no Elipse SCADA. Felizmente para o E3, após uma nova reunião promovida um dia depois, Alexandre e Flávio conseguiram convencer todos que, sim, era possível desenvolver a nova solução em um prazo mais curto.
“Mesmo arriscada, sendo que seria muito mais fácil seguir investindo no SCADA do que em um novo produto, a decisão de apostar no E3 foi fundamental para chegarmos aonde chegamos”, respondeu Haetinger ao ser questionado sobre aquele importante momento da história da Elipse.

Para executarem esta tarefa, Alexandre e Flávio contaram inicialmente com o apoio do colega Cristian Kohlmann, atual gerente de desenvolvimento do Elipse Plant Manager (EPM), solução PIMS da empresa. Logo em seguida, Luciano Ricardo Maciel Silva e Thiago Rosso Adams, atuais programadores da Elipse, uniram-se ao trio, formando uma verdadeira força-tarefa para lançarem o E3 o mais breve possível. Desta união, dois anos depois, em 2001, nasceria a primeira versão do software. Importante ressaltar a participação de Rafael Farina, atual gerente de TI da empresa, que assumiu sozinho as tarefas relacionadas ao Elipse SCADA naquele período, permitindo que os demais colegas pudessem se focar no desenvolvimento do E3.

Logo após seu lançamento, o novo produto da Elipse já seria aplicado em um projeto-piloto bastante complexo na Elektro, uma das maiores distribuidoras de energia do país. Segundo João de Souza Júnior, técnico responsável pela implementação de sistemas de automação da distribuidora na época, o projeto teve o objetivo de substituir as 8 centrais regionais instaladas no Estado de São Paulo por uma única central em Campinas. Dessa forma, poderiam controlar de forma mais centralizada um total de 120 subestações elétricas.

Como já utilizavam o Elipse SCADA nas regionais, o E3 foi a solução escolhida como ferramenta SCADA deste novo centro de controle cuja comunicação com os demais equipamentos e sistemas de automação seria via satélite. Assim como o E3, esta comunicação via satélite jamais havia sido utilizada no Brasil, o que tornou ainda mais difícil este projeto segundo Souza Júnior.

“Fomos a 1ª empresa brasileira a realizar toda comunicação para controle de subestações via satélite. Logo que formulamos este projeto, não pensamos duas vezes em chamar a Elipse para ser nossa parceira. Um desafio que exigiu muito esforço de todos na adequação do E3 e demais equipamentos. No final, graças também a grande conectividade e flexibilidade do software, o projeto foi um sucesso”, resumiu ele.

Durante este período na Elektro, a Elipse teve de promover um verdadeiro mutirão para, por exemplo, trocar todas as telas da aplicação anterior do Elipse SCADA pelas do E3. Por se tratar de um grande sistema de automação, cujos ajustes tinham de ser feitos com a aplicação rodando, os desenvolvedores da Elipse não mediram esforços para fazer com que isso ocorresse com o menor impacto à operação.
“Construímos um avião com ele voando”, resumiu Marcelo Salvador, atual diretor de negócios da Elipse, que, juntamente com Gustavo Salomão, atual gerente da empresa em São Paulo, participaram ativamente deste mutirão.


Elipse E3 completa 20 anos
Centro de operações da Elektro na época em que o E3 foi implementado em 2001

Concluído este primeiro desafio, não tardou muito para que o E3 se tornasse o principal produto não só da Elipse, mas também de todo o mercado nacional de sistemas SCADA. Prova disso são os seus vários cases de sucesso junto aos mais diferentes e renomados clientes, como a própria Elektro, CPFL, Cemar, Enel, Engie, Light, SuperVia, Sabesp, Petrobras, Itaú, Grupo CCR, Votorantim, Bunge, Unimed, STIHL, TV Globo, entre outros.
Erivaldo da Rosa Lima, técnico em sistemas de saneamento da Sabesp, utiliza as soluções da Elipse desde 1997. Assim que tomou conhecimento do E3, Lima não perdeu tempo e logo o utilizou como sistema de controle dos boosters, estações

elevatórias e de tratamento de água da Metropolitana Leste (ML), unidade de negócio da empresa. O software também lhes permite monitorar toda a coleta de esgotos, não poluindo o meio-ambiente na área atendida pela ML, em São Paulo.
“Com o E3, conseguimos controlar remotamente e em tempo real, 24 horas por dia, os parâmetros de pressão dos boosters, reduzindo em até 15% o índice de perda de água e em 20% o consumo de energia”, afirmou o técnico da Sabesp.

Segundo ele, o software foi muito importante nos tempos de crise hídrica e na Copa do Mundo de 2014, provendo maior eficiência na distribuição de água em Itaquera, distrito onde fica localizada a Neo Química Arena, estádio do Corinthians. O estádio sediou a cerimônia de abertura e 6 jogos do torneio, incluindo a semifinal disputada entre Holanda e Argentina.

“Nesta pandemia, o fato de podermos acompanhar os processos remotamente fora do ambiente Sabesp foi outro benefício obtido com o E3”, complementou ele.
Ao longo de seus 20 anos, o software também passou pelas mãos de vários integradores, empresas parceiras da Elipse que a auxiliam no desenvolvimento de suas aplicações em alguns de seus clientes. Em 2001, Evandro Pavei Piucco, hoje gerente de operações da Procer Tecnologia em Armazenagem de Grãos, foi um dos primeiros integradores a utilizar o E3 em uma aplicação na Bunge Alimentos de Luis Eduardo Magalhães, na Bahia. Desde então, Piucco afirma ter presenciado várias evoluções significativas no software, em especial na sua robustez e velocidade de comunicação.
“Hoje, não trocaria o E3 por qualquer outra solução SCADA”, disse ele.

Em relação a estas evoluções, assim como todas as plataformas da Elipse, o E3 está sendo constantemente atualizado para melhor atender as necessidades de seus usuários. Futuramente, a ideia é que a plataforma possa rodar na nuvem com acesso via web, revelou o diretor de tecnologia da empresa, Flávio Englert.
“Nestes 20 anos, nunca paramos de desenvolver novas melhorias, atualizações e correções. O E3 é um software que se mantém vivo e jamais parou no tempo”, concluiu Englert.

Elipse Software: empresa líder nacional em soluções para o gerenciamento de processos
A Elipse desenvolve poderosas ferramentas de software como o E3 voltadas ao gerenciamento, em tempo real, de processos industriais, energia, saneamento e infraestrutura, integrando todos estes sistemas em uma arquitetura única capaz de transformar dados em informações estratégicas. Na área de energia, as plataformas Elipse E3 e Elipse Power são, hoje, aplicadas em sistemas de controle de mais de 50% das usinas do país. Há 35 anos no mercado de automação, a empresa trabalha para disponibilizar sempre o maior número de opções, garantindo alta performance em comunicação e conectividade.

Sediada em Porto Alegre, a Elipse conta com o apoio de quatro filiais no Brasil, localizadas nas cidades de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Para atender o mercado externo, a empresa possui um escritório em Taiwan, atuando também em países como Estados Unidos, Alemanha, Índia, Rússia, Argentina, Chile, Peru, China, Tailândia, Cingapura, Portugal, Vietnã, Coréia do Sul, entre outros. Atualmente, possui milhares de cópias instaladas em todo o mundo, comprovando a alta qualidade e performance de seus produtos.

Mais informações no site www.elipse.com.br.

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